Lendo o texto "Declaração de Independência de um habitante da Terra no século XXI", do professor Antônio Mendes Ribeiro, duas partes em especial me chamaram a atenção:
"Se me derem acesso a uma rede digital serei capaz de criar, co-criar, não somente consumir conhecimento. Não serão os hábitos arraigados por muitos anos, nem interesses excusos que me impedirão de fazê-lo."
"Não queremos que os outros pensem por nós, queremos ler o que nos diz respeito, ouvir o que queremos, reconstruindo e personalizando o conhecimento criado pelos outros."
O texto é bastante interessante e retrata bem o perfil ideal de uma pessoa que realmente vive a Era do Conhecimento, fazendo uso intensivo das ferramentas e dos meios disponíveis para interação e troca com o mundo, abandonando de vez a figura do ser passivo e reclamando seu lugar ao sol!
Porém, na minha humilde opinião, são raras as pessoas que realmente possuem esse perfil. Raros são aqueles que declararam sua independência.
O que vejo hoje é uma grande massa de imigrantes, um êxodo midiático, de expectadores da televisão para expectadores da internet: os mesmos seres passivos de outrora, agora continuam apenas consumindo o que é veiculado pela nova mídia.
Assim, faço o seguinte questionamento: dado o perfil do internauta atual, quão realmente independente somos?
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